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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Do levar

Te levo assim, como patuá.
Levo sorriso de garoto;sorte.
Levo lágrima salgada;amor.

Te levo assim, como baú.
Camisas sujas de batom mais vermelho.
Bilhetes amarelados do tempo de tanto tempo antes.

Te levo assim, como fotografia.
Momentos congelados pela emoção do segundo.
Certezas que se desmancham quando cai chuva.

Te levo assim, como documento.
Indentifico-me pelo amor.
Registro nos fatos suas digitais.

Te levo assim, como vício.
Cruzo contigo no corredor.
Trmbo com você no escuro sombreado do quarto.

E descobro que não te levo, mas te tenho.

sábado, 17 de abril de 2010

Do que ainda precisamos

No som "Todo amor que houver nessa vida"
e um incenso de Alecrim

e dos nossos pés há de brotar caminhos seguros para que possamos seguir juntos.

e de nossas mãos há de semear ventos, que sejam de tempestades a colheita para que juntos aprendamos a plantar.

e de nossos braços há de minar sempre esperança para que possamos juntos carregar o novo passo a seguir.

e de nossas bocas, miúdas palavras há de jorrar para que sejam de breves e eternos anos nosso tão desejado futuro.

e de nossas peles, suor que há de sair, para que de desejo morramos sempre. Ainda que mortos de fome. Porque de desejo é preciso viver.

e que nossas salivas há de plantar sementes de verdade cativa para que de carícias nosso coração viva, sempre.

e de nossos beijos que nasça flor mais bonita que existe, para que nem de longe as lutas nos impeça de querer vencer. porque de amor é preciso viver.

e nossos abraços há de vivificar a certeza, para que possamos em longos e dourados anos, querer ainda mais um ao outro, fonte inesgotável de sonho. porque de amor e de sonho é preciso que vivam.

e que de nossos olhos, seus de um verde-azul tão mar e meus, secos como as folhas de um outono perfumado, há de sempre crescer o eterno, para que de amor vivamos, porque de amor é preciso viver.sempre.

Completamente apaixonada por você,

eu te amo!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

92 dias



Eu te amo há noventa e dois dias,

e parece que foi a tanto tempo, que nem acredito!


Ps: obrigado por me fazer te amar cada dia mais...e que esses dias sejam infinitos a não poder contar.

Das minhas vontades

No som "Lembra de mim"
e um incenso de Sândalo (para enfeitiçar!)

"Beijo na boca bem de mansinho. Abraços aconchegante. Algumas declarações na madrugada ou no meio da tarde que venham falar do amor safado que sentimos.
De domingos inteiros na praça. De sorvete e pipoca, de algodão doce e mais beijos, no pescoço, na nuca, nas mãos, na testa.
De sábados engraçados com amigos em volta da mesa, de noites de afeto, de carinho, de vigília, de segredo.
Semanas sem rotinas, ainda que o cotidiano nos sejam válvula propolsora da realidade. Que inventemos qualquer sorriso diferente todos os dias.
Que as crianças durmam cedo, que façamos amor na varanda, no chão da sala, na rua, debaixo de um céu de estrelas. Que as crianças não durmam e que com elas aprendamos a namorar de longe, com os olhos e a fome.
Filmes embaixo do edredon, cafés em alta noite, brigadeiro na panela, carinhos que não terminam. Final de tarde uma caminhada longa. No chuveiro cheiro de erva-tão-doce a misturar-se a teus beijos e carícias. Nos livros, bilhetes que me façam lembrar da paixão, nos olhares, o amor a transbordar da alma tão encantada.
Palavras doces. Palavras a serem ditas no escuro. Algum arrepio no meio do trabalho;algum pedido atrevido via torpedo. Alguma resposta ao pé do ouvido. Muitas mordidas, alguns dedos sobre a pele a-rre-pi-an-do! Muitas saudades mesmo estando perto, do lado.
Que nas horas intranquilas o amor GRITE, que nas horas de paz o amor REINE. Que nas horas de dor o amor SUPERE.
Muito mais amor...porque é disso que minha alma é feita.

Eu te amo!

terça-feira, 23 de março de 2010

Do que ainda gosto***

No som a batida de um coração
e um incenso de Amora (para de-li-ci-ar!)

Continuo olhando para as ESTRELAS. Elas me indicam o caminho.
Continuo na mesma cidade, apesar de correr o MUNDO com um certo coração selvagem.
Continuo achando o laranja que se desmancha nos fins da TARDE um presente de Deus para nossos olhos.
Continuo caminhando pelas PEDRAS. Elas são lápidadas com o TEMPO.
Continuo ouvindo bossa nova, MELODIA que dispara a emoção.
Ainda vou aos mesmos lugares de antes. Apesar de eles NUNCA serem os mesmos.

Ainda falo PALAVRÕES. Algumas palavras deveriam ser consideradas mais ofensas que esses clássicos.
Ainda gosto de bolo de CHOCOLATE e chicletes. São estas coisas que fazem da gente mesmo grande, bem perto da infância perfumada.
Ainda gosto de esmaltes vermelhos e saias. Isso me faz um pouco mais MULHER.

Continuo a não gostar do INVERNO. O cinza da estação deixa meus olhos intranquilos.
Continuo a não gostar de NÚMEROS. Eles tornam a VIDA prática demais, e eu sou dos DELÍRIOS.
Continuo a não querer ficar parada espiando pela janela. Expectador não faz parte daquilo que sou.

Ainda gosto de DANÇAR na chuva. Beijar bem devagarinho. Olhar dentro dos olhos e me perder a medida que me encontro.
Ainda gosto de voar para o lado de dentro e viajar desertos de FLORES liláses. Andar pelo vento que balança meus cabelos roçando sobre meu rosto qualquer saudades suas.
Ainda gosto de DIVIDIR alegrias. Somá-las aos amigos que ainda conto na mão esquerda.

Continuo cultivando MELANCOLIA. Continuo chorando quando vejo cenas de filme.
Continuo bordando LEMBRANÇAS em panos cheios de rosas. Espinhos são esquecidos pela beleza dos detalhes.
Continuo vencendo os MEDOS de escuro, de aranha, de pessoas. Continuo querendo a superar todas as DORES por maior que sejam.

Continuo querendo te amar como no primeiro instante,
continuo querendo te amar como nunca antes...
porque é por causa do seu amor que continuo querendo sempre!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Das delicadezas


Ao som de "Poema"
e um incenso de Lua (para clarear!)


Debaixo do céu, um abraço. Daqueles apertados. De urso. Isso seu ficou em mim, tão evidente como sua mala deixada na porta quando chego naquela tarde de chuva.

Debaixo do céu, num escuro de presente e passado impreciso, um beijo que formou-se no céu de uma boca sedenta, apaixonada, perigosa.

(As estrelas vigiavam mansamente um amor que começava. Sabíamos que seria um estado definitivo. Amaríamos para sempre, com todas as nossas delicadezas.)

Debaixo do céu, infinito como a cor dos seus olhos, ficava te olhando perdida. Procurava na rua, nas flores do canteiro da praça, o seu perfume tão adocicado como forte. Procurava nitidez de qualquer razão para esquecer a sua falta. Desculpas delicadas como a saudade.

Debaixo do céu, de um mar de estrelas cadentes, procurei sua palavra cantada, tão doce como a despedida de minutos atrás, procurei suas mãos desnorteadas pelo corpo que já tem seu nome, procurei inventar qualquer mentira para esquecer o anseio de rever-te tão breve como nossa última transa.

(Dancei, pisei em poças dáguas de chuva, como se o coração estivesse também enxarcado, dancei para esquecer que a solidão me faria companhia por algum tempo não determinado mais infinito para mim. Dancei porque dançar me devolveria a liberdade, me devolveria a sensação de que você ainda está aqui, que seus olhos cintilantes ainda me observam em clareza e desejo. Dancei, com tal leveza a suspirar os pulmões aliviados. )

Debaixo do céu, amor, um chá de flores tão frescas como seu sorriso. O cheiro da flor de laranjeira a abençoar a noite de uma saudade que pulsa, que rola, que vai acomodando no peito outra lembrança. Que vai engasgando a lágrima, que vai ensurdecendo os versos mais simples.

Debaixo do céu,meu amor, pequenos segredos revelados, das delicadas e ingênuas declarações, a um pedido de socorro tão mudo quanto o beijo de um adeus nunca esperado. Debaixo desse céu, de estrelas tão evidentes, um deserto de flores liláses, que de qualquer forma você me leva...deixa as correntes mais frouxas, estou a entregar-te um coração tão grande quanto ferido.

(...nessas delicadas nuances de cores róseas, beijos de antigos namorados, imploro,

- Mata-me com a delicadeza do seu amor tão demente quanto minha alma!

De tudo que disse, que guarde apenas a certeza de um amor delicado! eu te amo.

Do amor que sinto

Ao som de "Corsário"
e um incenso de Jasmim.

Chegou despreocupado em dia de festa.

Tomava qualquer coisa e mascava um chicletes para ver se não fumava tanto!

Foram cinco horas de uma conversa de anos. Alguma tentativa de falar ao telefone, em vão.

Depois da meia noite, outro encontro, outra conversa;

as almas já saltavam pelas pupilas que já dilatadas, denunciavam o acidente.

Chegou trazendo o azul, o verde-azul da esperança;

Impregnou em mim como colado à parede um quadro.

Fez fugir os medos e transformou o luto num colorido de encher os olhos.

Trouxe o amor em festa dionisíaca.

Veio espalhando manhãs ensolaradas em mim.

Veio trazendo a paz, embora tantas guerras.

Depois de tantas fugas, um encontro de entrega fatal, já tínhamos qualquer coisa de um, em dois.

Já estávamos atrelados.

Nossos corpos respondiam desejo que já sabíamos onde era nascente.

Houve muita negação, lágrima, muitas fugas que em pouco tempo, era capturada, e cada vez mais para dentro de ti entrava.

Conversas, longas conversas e carícias noturnas,

cinzeiros coloridos de cigarros ainda acesos pela metade;

cafés açúcarados e beijos ensaiados,

mãos sedentas, risos e malícias, mediam a nossa medida.

Palavras amançavam minha dor e a língua levava a um estado de prazer que só começava no corpo.

De tudo,

das lembranças e do agora,

do hoje e do ontem,

este é o amor que sinto:

aquarelas mil,

azúis e violetas,

vermelhos escarlates,

bocas, mãos, abraços, entregas,

suspiros, saudade, vontade.

Desse amor, tão colorido e enfeitado,

ah, toda a vida...

Amor!**

"Eu te amo sem saber, quando, nem onde, nem porquê!"
Obrigado por tudo sempre!**